sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

14º Capítulo – Abri uma guerra com a minha própria mãe ✓



See you're calling again

I don't wanna pick up, no,
I've been laying in bed
Probably thinking too much,
Sorry I'm not sorry for the times
I don't reply, you know the reason why
− Demi Lovato in Shouldn't Come Back

− Claire, ela já era estressada mesmo quando ainda não era nascida. Vive numa correria, estressa-se com tudo, faz frescura com tudo… E de um momento para o outro ficou assim. – Demetria esclareceu-a, mas elas estavam a falar como se nada tivesse acontecido
− O quê? Ela acabou de me chamar de gorda? Eu estou gorda? Demi, Miley, Madison, Noah? – Selena ameaçou chorar.
− Okay, é pior que aquilo que imaginava. A recuperar de uma ressaca e de T.P.M? – Claire troçou e todas se riram, todas exceto Selena. Ela ameaçou chorar novamente. Noah correu para abraçar Selena e cessar o seu choro. Caso ela chorasse, toda a maquilhagem iria ser borrada.
− Meninas podem descer? Há alguém a querer entrar, mas eu não a conheço. – Dianna abriu a porta.
− Claro, Tia Dianna! A Miley e a Selena ainda vão ficar… − Claire riu das duas. Selena lançou-lhe um olhar mortífero.
− Miley passa-me a necessaire. Claire, considera-te uma Longoria morta. – Gomez apontou com fúria. Ela não era uma pessoa nada fácil.        
− Ela disse que queria falar contigo, Claire. Parecia triste, mas vingativa. – Dianna procurava proteger Claire. Não era pena, pelo simples facto de ela ser renegada pela mãe, ter um passado tão obscuro que nem dele falava. Então porquê proteger? Porque Demetria a ama. Elas não admitem nem a pau, só que é quase impossível enganar uma mãe.
− Ela chegou quando os outros? – Demetria acenou às várias pessoas. Claire acenou juntamente já que todas elas as olhavam e sorriam. Era estranho ser olhada sem ser pela fama.
Dianna abriu a porta que ligava a sala à cozinha. O seu coração palpitava rapidamente sem saber o porquê lógico. As pernas fraquejavam. Claire envolveu os seus dedos pequenos nos de Demetria. Demetria sorriu.
O seu cabelo, as suas pernas, os seus lábios brilhantes pelo efeito do gloss. O seu maior pesadelo voltará a atormentar, como? − Eva? – Claire apertava cada vez mais a mão de Demetria. Era fantástico.
− Oh, minha querida filha! Como tu cresceste!
− Filha? Como diz “Minha querida filha”, quando me disse para nunca mais a tratar por mãe? – Claire retirava a mão gélida de Eva do seu rosto.
− Meu amor, eu quero esquecer isto tudo. Eu não quero que fiques aqui, tu mal os conheces… − Claire interrompeu-a.
− Sim, eu mal os conheço. Mas quer saber, eles dão-me carinho, amor, gargalhadas sem me conhecer. E você o que fez?
− Eu impedi-te de namorar aquela menina!
− Aquela? Você disse “O que pensariam sobre eu ter uma filha lésbica?”. Quer saber? – Claire puxou Demetria e foi para a sala. – Pessoal! Tenho uma coisa a dizer-vos. Eu sou Claire Longoria, filha da venerável Eva Longoria. Só que se os jornais e revistas rosas soubessem o quão podre ela é por dentro, ninguém a quereria para atriz do seu filme. Querem saber porquê? – Toda a gente se encarava chocada sem saber o que fazer. – Ela renegou a própria filha por ser lésbica. – Todo mundo começou a falar, horrorizados. – Agora, estamos quites. – Claire passou de lado em Eva.
− Isto só começou agora, sua vadia. Foste o meu pior erro. – Eva falou pausadamente como se estivesse a cravar as palavras na sua pele. Demetria puxou-a para cima.

Sunday, 09:48 A.M. Lovato’s Bathroom, Washington D.C.
− Não acredito naquilo que acabou de acontecer. Abri uma guerra com a minha própria mãe. – Lágrimas escorreram sem parar.
− Ela não é uma boa pessoa. Eu não a vou querer para so… socializar. – Demetria tropeçou na sua própria honestidade.
− Claro! – Claire riu de lado. Ela começou a tirar as roupas. – Eu vou tomar um banho. Queres vir comigo? Por favor? – Ela fez uma cara de cãozinho abandonado.
− Não vai adiantar negar, pois não? – Demetria riu. As peças iam sendo lentamente retiradas. – Vais ficar com o teu soutien e cuecas/calcinha?
− Claro, acho que nenhuma de nós se sentiria confortável pelo facto de estarmos nuas. – Ela riu e ligou o chuveiro.
− Ah, diz-me um lugar onde gostarias de ir. – A água gélida batia nas suas costas formando pequenos arrepios.
− Praia. É um lugar natural. – A água começou a ficar quente, uma boa temperatura.
− Praia? Porque ainda não visitaste nenhuma desde que cá chegaste? – Os olhos de Claire percorreram a extensão de corpo de Demetria. Meu Deus, em quê que ela estava a pensar?!
− Porque há sempre algo para fazer. – Demetria brincou com a espuma. − Porque não vamos sábado à praia, Dª Demetria? Tens folga, certo?
− Sim, como sabias? – Um largo sorriso foi rasgado na sua cara.
− Eu assaltei o teu horário. Desculpa!
− Bom, onde levarias a menina de que estás a fim para te declarares a ela? – Demetria perguntou com vergonha.
− Levá-la-ia para o meu sítio preferido ou o dela. É simples assim. – Claire sorriu. Demetria sorriu de volta e aproximou-se mais do rosto de Claire. Os seus corações tocavam uma harmonia perfeita. O medo e a insegurança reinava.

Continue…

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